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Em memória
Jardineiro, contador de histórias e o coração de todos os almoços de domingo.
(a) Biografia
Antônio chegou ao bairro ainda moço, com uma enxada no ombro e um jeito de conversar com todo mundo como se fossem vizinhos de longa data. Foi assim por mais de sessenta anos: acordava antes do sol, regava as roseiras e só depois sentava para o café — sempre com a cadeira extra à mesa, para quem aparecesse.
Diziam que o jardim dele não tinha porteiro: qualquer criança da rua podia colher uma flor, contanto que levasse junto uma história para contar de volta. No fim da tarde, ele recompunha o dia em relatos — a mesma história, com um fim diferente a cada vez, e a família inteira rindo sem saber qual era a verdadeira.
“Ele regava o jardim antes do café e contava a mesma história com um fim diferente cada vez.”
(b) Galeria
O casal no jardim, 1975
As roseiras da calçada
As mãos que ensinaram a plantar
Domingo na casa da vovó(c) Áudios
Histórias contadas por quem a conheceu de perto. Clique para ouvir.
A história do jardim, contada por ele
Gravação de Seu Antônio, 2019
O almoço de domingo que nunca acabava
Depoimento de Maria, esposa
(d) Linha do tempo
1942
Nasce no interior de Minas Gerais, o mais velho de oito irmãos.
1963
Muda para São Paulo com a família e conhece Maria, sua companheira de toda a vida.
1971
Compra a casa dos Jardins e começa o jardim que viraria a marca da rua inteira.
1988
Aposenta-se da oficina e dedica as manhãs às roseiras e aos netos.
2023
Parte em paz, deixando um jardim florido e histórias que a família conta até hoje.
(e) Velas acesas
4 velas acesas em memória.
(f) Mural de lembranças
Escreva uma história, um detalhe, um momento com Seu Antônio. A família lê cada lembrança antes de publicar no mural.
“Seu Antônio acordava cedo e regava as plantas da calçada antes de qualquer coisa. Sempre dizia que cuidar do que é de todos também era seu trabalho. Sentirei esse cuidado.”
“Fui seu aluno na terceira série. Ele tinha o dom de fazer cada criança se sentir a mais inteligente da sala. Levo o gosto por histórias dele.”